Carlos Alcaraz iniciou com êxito a sua campanha nas
ATP Finals, assegurando um triunfo sólido sobre o 7.º cabeça de série Alex de Minaur por 7-6(5), 6-2. O n.º 2 mundial voltou às vitórias após a surpreendente derrota na primeira ronda de Paris-Bercy e somou o 49.º triunfo frente a um Top 10 — 14 deles esta época.
O campeão de seis majors chegou a Turim com motivação extra, em busca do primeiro título nas ATP Finals — melhor resultado: meias-finais em 2023. Alcaraz tem a possibilidade de terminar o ano como n.º 1 do mundo, apesar de ter caído no ranking há duas semanas, quando Sinner assumiu temporariamente o topo.
“Estou a lutar para ganhar o título e o número um. Sinto-me satisfeito com a forma como joguei”, comentou Carlitos após a estreia. “É muito difícil jogar contra o De Minaur e já estou ansioso pelo próximo jogo”, acrescentou a estrela de 22 anos. O espanhol já tinha derrotado De Minaur este ano nas finais de Roterdão e nos quartos de final de Barcelona.
“Este ano é um pouco diferente. Fiz o que era necessário para chegar aqui motivado”, acrescentou. “Quero jogar bom ténis para tentar ganhar este torneio. É um dos melhores do calendário e jogas com os oito melhores do mundo.”
“Prefiro o Lorenzo”: Alcaraz aliviado com desistência de Djokovic que abriu vaga para Musetti
Um dos temas que marcou a atualidade há apenas um dia foi a confirmação de Novak Djokovic de que não disputaria as ATP Finals, apesar de estar qualificado como 4.º cabeça de série. Nas últimas semanas, travou-se uma luta intensa entre Felix Auger-Aliassime e Musetti pela última vaga no torneio que reúne os oito melhores da temporada.
Musetti precisou de um wildcard para o Hellenic Championship, e a sua derradeira esperança de qualificação passava por conquistar o título em Atenas. Apesar da boa campanha até à final — a terceira da época —, acabou por cair perante Djokovic, o que (aparentemente) deixava Musetti fora de Turim.
Pouco depois da final de Atenas, que terminou com vitória de Nole por 3-6, 6-3, 7-5, tornou-se público que o 24 vezes campeão de Grand Slam optou por desistir do torneio, e Musetti, como primeiro alternate, garantiu a vaga. O italiano saiu no mesmo grupo de Alcaraz, que admitiu que defrontar Nole seria um problema maior. “Não vou mentir, prefiro o Lorenzo ao Djokovic no grupo”, comentou o n.º 2 mundial. “É sempre difícil defrontar o Novak aqui pela experiência que tem e pelo nível nestes courts. Perdi com ele nas meias-finais de 2023; destruiu-me.”
Alcaraz pressiona Sinner na corrida ao n.º 1 do final de ano
Embora Sinner tenha entrado no torneio como n.º 1 mundial, os dois enfrentam realidades muito distintas em termos de defesa de pontos. Sinner, campeão em título e invicto, defende 1.500 pontos — o que significa que começa o torneio com 10.000 pontos no ranking live.
No caso de Alcaraz, foi eliminado na fase de grupos em 2024, com uma vitória e duas derrotas. Assim, defende apenas 200 pontos — que já recuperou com o triunfo sobre De Minaur. Alcaraz soma agora 11.250 pontos — uma vantagem de 1.250 sobre o italiano.
Outro triunfo na fase de grupos colocará Alcaraz nos 11.450 pontos — enquanto Sinner pode chegar a um máximo de 11.500 se vencer o título invicto, mas, para isso, Alcaraz terá de evitar vencer os três jogos da fase de grupos e perder caso avance às meias-finais.
Ainda assim, mesmo que Sinner vacile na fase de grupos, Alcaraz ficará perto de garantir o n.º 1 do final de ano. Ambos já terminaram uma época no topo do ranking: Alcaraz em 2022 — pouco depois do primeiro major no US Open — e Sinner em 2024.