Tem sido um grande ano para a nova geração no Circuito WTA, com muitos nomes a darem claros passos em frente. Se no ano passado apenas
Mirra Andreeva estava no top 100, no final da época de 2025 há agora seis adolescentes entre as 100 melhores.
Era amplamente esperado que Andreeva terminasse dentro do top 10, quanto mais do top 100. A jovem de 18 anos tem um futuro brilhante na modalidade e reforçou essa ideia ao conquistar dois títulos WTA 1000 no arranque do ano, seguidos por dois quartos de final em torneios do Grand Slam.
Desde então, a sua época perdeu algum fulgor, com a confiança em court a sofrer um abalo. Depois de parecer quase certa a presença nas
WTA Finals pela primeira vez, falhou a qualificação por muito pouco devido a um final de temporada mais lento e às fortes digressões asiáticas de Jasmine Paolini e Elena Rybakina. Apesar disso, continua a ser, de longe, a melhor adolescente no ranking WTA, embora a concorrência esteja a apertar.
Mboko e Joint conquistam primeiros títulos WTA
À entrada de 2025, Victoria Mboko estava fora do top 300. Oito meses depois, foi cabeça de série no US Open. Muito se deveu ao inesperado triunfo no Canadian Open. Pelo caminho, derrotou jogadoras como Coco Gauff e Rybakina rumo a um título impressionante, recuperando de um set na final para bater a campeã de quatro Grand Slams Naomi Osaka e erguer o troféu.
Embora a sua temporada parecesse abrandar à chegada da digressão asiática, provou que o Canadian Open não foi obra do acaso ao celebrar no Hong Kong Open, terminando o ano como número 18 mundial. É muito bem cotada no Circuito WTA e 2026 perfila-se como um ano grande para a canadiana.
Foi também um ano em grande para Maya Joint, que se revelou um desafio complicado para muitas adversárias. A australiana conquistou dois títulos em 2025, ambos WTA 250, em Rabat e Eastbourne. Esse impulso fê-la subir no ranking e coloca-a bem posicionada para ser cabeça de série no Grand Slam caseiro em janeiro.
Jovic, 17 anos, dispara para o top 40
A jogadora mais jovem do top 100, a norte-americana de enorme talento assinou uma temporada de explosão. Iva Jovic foi a vencedora mais jovem no WTA Tour este ano, ao resistir à pressão das rivais mais experientes e conquistar o WTA 500 de Guadalajara de forma sensacional.
Subiu 37 lugares, do 73.º para o 36.º mundial. Esta escalada chamou a atenção de adeptos e analistas, que já projetam como poderá evoluir a carreira desta adolescente talentosa, com muitos a apontarem para uma coleção de títulos.
Iva Jovic venceu o Guadalajara Open
Duas estrelas checas entram à justa no top 100
Tereza Valentova é um nome ainda fresco na memória dos adeptos. Muito por causa da recente final no Japan Open, a primeira final WTA sénior da jogadora de 18 anos. Mais cedo na época, conquistou dois títulos WTA 125, que lhe deram um primeiro sabor de sucesso. Na final no Japão, porém, encontrou uma Leylah Fernandez em grande forma. Apesar de ter igualado após um set inicial complicado, acabou derrotada pela antiga campeã do US Open.
Ainda assim, esta campanha até à final catapultou-a para um novo máximo de carreira, o 57.º posto mundial, fechando o ano como 56.ª do ranking.
Outra jogadora que terminou a época em alta foi Sara Bejlek. A também checa venceu três torneios WTA 125, dois deles em outubro. Esse impulso foi determinante para entrar no top 100, onde se encontra agora. A jovem de 19 anos é 75.ª do mundo e tem margem para crescer em 2026.