“Vencer este primeiro jogo é determinante para as minhas aspirações”: Taylor Fritz aponta à redenção após ter falhado por pouco em Turim no ano passado

ATP
terça-feira, 11 novembro 2025 a 12:30
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Taylor Fritz deixou um sinal em Turim ao iniciar a sua campanha nas ATP Finals com uma vitória em dois sets sobre Lorenzo Musetti, 6-3, 6-4, no duelo inaugural da fase de grupos da Jimmy Connors Group. O norte-americano, atualmente n.º 5 do mundo, entrou no torneio pressionado pelos rivais mais próximos no Ranking ATP, mas mostrou-se sereno e afiado num encontro que raramente lhe fugiu ao controlo.
Aos 28 anos, foi clínico no serviço e agressivo na resposta, neutralizando a arte de Musetti com um jogo pesado de fundo de court. Para Fritz, foi também um desbloqueio pessoal — depois de perder os três confrontos anteriores com o italiano, encontrou finalmente o ritmo e as condições para pôr o plano em prática. O piso rápido indoor pareceu feito à medida do seu estilo de potência.
Após o encontro, Fritz explicou que não foi tanto uma questão de estratégia, mas de execução e adaptação à superfície. “Oh, não sei se foi realmente estratégico”, disse em entrevista à Tennis Channel. “Acho que tem mais a ver com as coisas que quero fazer contra ele e que resultam melhor num court rápido. Num court mais lento, essas coisas são muito mais difíceis de fazer.”
Recordou o duelo anterior em Wimbledon, sugerindo que até a relva favoreceu o estilo baixo e flutuante do italiano. “Obviamente, ele ganhou-me aquela vez em Wimbledon, mas mesmo na relva senti que isso quase o ajudou também. A bola morria e eu tinha sempre de a levantar — não conseguia realmente finalizar o ponto”, explicou Fritz. “Aqui, o court é rápido, por isso quando ele sliceava, não senti que tinha de ir ao limite só para o magoar. Consegui manter-me agressivo e ainda assim apressá-lo.”

A encontrar calma sob pressão

A calma de Fritz foi testada no fim, quando alguns erros soltos o colocaram em apuros no último jogo, mas ele recorreu à sua maior arma — o serviço — para sair do buraco. “Para ser honesto, não diria que estava assim tão calmo e sereno”, admitiu com um sorriso. “Falhei duas bolas que não devia ter falhado para ficar 0-30, por isso disse a mim mesmo: ‘Uau, estou a tremer lá de trás agora.’ Felizmente, bati quatro bons serviços.”
Esse momento sintetizou a maturidade competitiva de Fritz. Mesmo com os nervos a surgir, encontrou clareza e confiou nos fundamentos — um tema recorrente na sua forte campanha de 2025. Esta época, o californiano soma mais de cinquenta vitórias e dois títulos, já ultrapassando os cinco milhões de dólares em prémios. As ATP Finals oferecem agora uma oportunidade de ouro para fechar a temporada em alta.

Olhos postos na desforra em Turim

Há doze meses, Fritz chegou à final em Turim antes de cair perante o n.º 1 mundial, Jannik Sinner. Desta vez, regressa determinado a ir mais longe. “Tenho jogado bem aqui no passado, por isso procuro outro bom resultado”, afirmou. “É um daqueles sítios onde te sentes confortável e esperas exibições sólidas. Ganhar este primeiro jogo é enorme para as minhas hipóteses de sair do grupo — esse é o objetivo principal agora.”
O triunfo sobre Musetti pode revelar-se crucial na classificação do grupo, onde cada vitória rende pontos valiosos. Fritz enfrenta agora Carlos Alcaraz, que derrotou Alex de Minaur na estreia com uma exibição impecável que o deixou na liderança do grupo.
Será um desafio exigente, dada a vantagem do espanhol no confronto direto, 5-1. Ainda assim, Fritz pode retirar confiança do encontro recente, quando conseguiu uma rara vitória na Laver Cup, uma das apenas duas derrotas que Alcaraz sofreu desde o regresso aos hard courts. Contudo, o espanhol já se vingou na final do Tokyo Open, com um triunfo convincente por 6-4, 6-4.
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